10.11.10

Distance Makes the Heart Grow VI

                            
Tinham passado 3 meses desde que haviam passado 5 dias juntos, numa cidade distante. A distância difícil que veio com a despedida no aeroporto era inevitavel e ambos começavam a sentir-se frustrados com a separação que parecia não ter fim á vista. No entanto, continuaram a lutar diáriamente como podiam para não deixar de acreditar, para não deixar de amar, para darem segurança, conforto e esperança um ao outro. Pelo menos até há 3 dias atrás.

Era o começo de Maio. Onde ela vivia notavam-se os primeiros sinais da primavera, algo que adorava! O cheiro do ar era outro, as árvores e os campos renasciam depois de um longo inverno, o sol ocupava o céu azul e as temperaturas subiam ligeiramente. Tempo de mudança, de (re)começo! Enquanto tirava um café na cozinha, olhou pela janela e perdeu-se nos pensamentos- tão cheios de dúvidas.
Há três dias que ele não telefonava, não escrevia, não enviava nenhuma mensagem... ela já tinha tentado ligar-lhe algumas vezes, mas as chamadas nunca foram atendidas. Começava a ficar insegura, sem perceber o que se estava a passar e, o pior que sentia, era uma preocupação enorme. Estaria ele bem? Não conseguia acreditar que ele se afastasse e calasse desta forma, a não ser que se tivesse passado qualquer coisa...
O que mais a deixava ansiosa era o sentir-se responsável por isso. Sentia-se impotente, sem saber com quem falar que lhe podesse dar notícias dele e, de café nas mãos, tentou não começar a chorar. Recordou a noite em que se encontraram meses antes, o momento em que ele chegou ao pé dela pela primeira vez, e a música que ele pusera a tocar no rádio do carro e que tanto a tranquilizara. Sentia agora uma falta enorme desse apoio que ele sempre lhe dava- fosse com uma música, com um gesto, um simples olhar, e mesmo as palavras certas nos momentos certos. Sentia-se sózinha e cheia de questões por responder. E queria tanto que ele não continuasse afastado, que lhe desse a ela também a oportunidade de justificar os motivos pelos quais lhe custara tanto tempo a dizer-lhe a verdade...
Anos antes, ganhara um segredo. Um que só havia partilhado com 5 pessoas. Um que se habituara a carregar, tão bem guardado, que ao ver-se numa situação de o dever partilhar não consegiu. Foi fraca, cobarde, e não encontrava nenhuma desculpa rasoavel para o ter feito. Mas fez. E fê-lo com consciência de que o dia em que finalmente lhe diria a verdade iria chegar e não havia como fugir dele.

A muitos quilómetros de distância, o dia começara chuvoso. A côr do céu sugeria no entanto que o tempo ía melhorar, por isso ele saíu sem casaco. Entrou no seu carro, estacionado á porta do seu prédio, e meteu-se a caminho do trabalho. Estava com pressa para lá chegar, simplesmente pelo facto de não ter tido tempo para beber café em casa e por saber que no escritório havia sempre café pronto pela manhã. Entre o trânsito da cidade, filas matinais e sinais vermelhos, com o rádio do carro ligado e um cigarro entre os dedos, não pensou em nada. Nem sequer imaginou que naquele exacto momento ela se sentava em frente a uma janela, com um café nas mãos, a pensar nele e a perguntar-se onde ele estaria...
Uns dias antes ela contara-lhe algo que criara este silêncio e afastamento da parte dele. Embora o tivesse feito com cuidado e com consideração, a verdade é que fê-lo tarde demais e ambos sabiam-no. Ela não estava a conseguir desculpar-se por isso, e o afastamento dele era a prova de que tinha errado. Ao volante do seu carro, sentia-se quase adormecido sentimentalmente. Estava confuso, magoado e não sabia como ía lidar com a situação em que se encontrava. Neste momento, nem sequer já sabia o que queria. Precisava de um tempo para pensar e assimilar o que tinha aprendido uns dias antes, e era o silêncio e o afastamento para com ela que o íam ajudar a fazê-lo.

Deixou a chávena de café ainda meio-cheia no lava-loiças e dirigiu-se para o banho. E foi debaixo de um duche de água bem quente que ela conseguiu fechar os olhos e largar as lágrimas que segurava há 3 dias. No rádio tocava uma música que conhecia, e cantou baixinho...
" I know it makes no sense but what else can i do
How can i move on when i'm still in love with you"...

(continua)

5 comentários:

  1. Reclacamao: onde e' que esta a continuacao? :)
    Estava a ler furiosamente os teus posts (e a adorar, btw) e agora... nada. Quando e' que vais publicar o proximo?

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  2. Gustavo,
    K bom ver-te por aki outra vez! :)
    Kuanto à continuação: calma... paciência... pork foi isso mesmo k custou às personagens para chegar ao fim do último capítulo... ;)
    Bjão! xx

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  3. Também continuo à espera do desfecho desta linda história!!!

    Bjs ***
    V.

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  4. Distance makes the heart grow? I fucking hope so. E essa continuacao hein? Are we there yet? Are we there yet? Are we there yet? Are we there yet? Are we there yet? Nao tou a ser chato? Are we there yet?

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  5. Carlos: F***** granda chato!... ;P
    Wait, i'm almost there... ;)

    BJSxx

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