16.6.10

Cardhu, cigarros e Nina Simone


In the Dark, Nina Simone

Porque há noites assim... em que nada mais parece resultar. Em que nada faz sentido e que, por mais que saibamos que estamos a entrar num caminho errado, deixamo-nos levar por aquela teimosia momentânea.
Porque há noites em que nos fartamos, de passar tantas outras em claro. Porque há dias em que queremos acordar com tudo já resolvido. E porque nos enganamos tanto...?
Porque há pessoas que nos iludem e surpreendem. Porque há alturas em que nem acreditamos que isso tenha acontecido. Porque há distâncias difíceis de carregar, e porque não vemos bilhete de retorno.
Porque há silêncios que matam, e porque há palavras que nada mais são do que cópias das nossas. Porque há frases marcantes que após alguma reflexão perdem o significado. Palavras soltas, quebradas e desassociadas de qualquer acção não valem nada. Porque dar para tirar a seguir é um golpe baixo. Porque deixar alguém perdido é sinal de frieza.

E porque até qualquer sinal contrário, desde que fui completamente verdadeira nada mais me dás do que isto - vazio, silêncio, espaço em aberto..............

Cheers!

A último capítulo de nós

Porque há músicas que dizem tudo...

(geluiden van mijn ziel die je zult begrijpen als je het wilt of zodra je er klaar voor bent)


Bare, The Cure
If you've got something left to say
You'd better say it now
Anything but "stay"
Just say it now
We know we've reached the end
We just don't know how
"well at least we'll still be friends"
Yeah one last useless vow...

"there are different ways to live"
Yeah I know that stuff
"other ways to give"
Yeah all that stuff
But holding onto used to be
Is not enough
Memory's not life
And it's not love

We should let it all go
It never stays the same
So why does it hurt me like this
When you say that I've changed?
When you say that I've aged?
Say I'm afraid...

And all the tears you cry
They're not tears for me
Regrets about your life
They're not regrets for me
It never turns out how you want
Why can't you see?
It all just slips away
It always slips away
Eventually...

So if you've got nothing left to say
Just say goodbye
Turn your face away
And say goodbye
You know we've reached the end
You just don't know why
And you know we can't pretend
After all this time

So just let it all go
Nothing ever stays the same
So why does it hurt me like this
To say that I've changed?
To say that I've aged?
Say I'm afraid...

But there are long long nights when I lay awake
And I think of what I've done
Of how I've thrown my sweetest dreams away
And what I've really become
And however hard I try
I will always feel regret
However hard I try
I will never forget

I will never forget

(maar het is tijd om verder te gaan...)

15.6.10

Melt, The Mission

Vejo tantas pessoas, e vejo-o tantas vezes, viverem a vida "delas", mas sem o fazerem verdadeiramente. Pessoas que parecem acomodar-se e viver a vida de outros, da forma como esses mesmos "outros" o impõem e esperam delas. Pessoas que apenas parecem estar a viver, mas que por detrás dos movimentos e acções do dia-a-dia aparentemente típicos de qualquer comum dos mortais, estão como mortas. E assim andam, entre nós, às voltas, envoltos por uma espécie de aura sem côr - uma bolha de ar... que as permite andar e mover-se entre nós, mas que no entanto as diferencia e infelizmente também as afasta e separa de nós - aqueles que se sentem vivos e que gostam delas, sem que nada delas queiram mudar, modificar, melhorar, impôr. Só gostava de as ver fora dessa bolhinha de ar que as prende e como seriam realmente se estivessem vivas a 100%! Quando se gosta de alguém assim, é impossível não nos questionarmos o quanto mais fantástico seria esse sentimento se houvesse vida - uma vida diferente, para ser mais clara, nessa pessoa.
Muitos de nós que se sentem vivos e prontos seja para o que fôr e para o que der e vier, têm um lado tantas vezes inexplicável que tende a levar-nos para essas pessoas que vivem dentro daquela aura sem côr... claro que eu sou assim, e sinto sempre uma necessidade enorme, um desejo incontrolável, de atravessar as paredes daquela bolhinha de ar que as cobre, pegar-lhes numa mão e tirá-las lá de dentro - para sempre. Sim, sou assim mesmo. É a minha cara achar sempre que posso salvar alguém de quem gosto. Mas também sei, melhor do que ninguém porque tive uma óptima escola de vida, que só se salva seja do que for quem quer ser salvo, e quem pode!
E é com este último pensamento que me despeço deste meu texto matinal. Com este pensamento e de coração quase parado, quase morto, e também ele neste momento e mais do que nunca envolto numa bolhinha de ar, que me faz andar entre tudo e todos de cabeça erguida como se nada fosse enquanto que por dentro carrego um peso no peito que chega a doer. E ao sentir e dizer tudo isto, apercebo-me do quanto parecidos somos. A minha aura também perdeu a côr...
Espero que haja alguém que veja em mim a pessoa especial e única que eu sei que sou e que sinta verdadeiramente que valerá a pena dar-me a mão, olhar-me nos olhos de uma forma em que eu saberei nesse momento que tudo ficará bem, e que me puxe para si com todas as forças... e que esse seja o momento em que esta bolhinha de ar que carrego à volta do meu coração evapore - para sempre.

(11 Junho 2010)

14.6.10

Breaking a lovely silence with a song...

Lay your Hands on Me, The Mission

Enquanto não tenho palavras para descrever o que senti naqueles momentos

-tão únicos e só nossos-

Enquanto o que sinto ainda é tão intenso que me deixa assim...

-parva e sem nada conseguir dizer-

Enquanto só sinto e penso,

desejo voltar atrás no tempo...

Para reviver uma paixão que conseguiu ser mais intensa

do que tinha imaginado antes...

Enquanto desejo mais

-de Ti e de Mim, e noites em claro

(porque fechar os olhos e dormir enquanto te deitas comigo,

parece um desperdício do tempo...)

Enquanto sinto o que não conhecia,

e enquanto nem sei o que sinto...

Deixo a música tocar, fecho os olhos

-e hei-de conseguir falar-

Do que foi para Mim, o nosso reencontro

-e uma união tão esperada e desejada...

(9 Junho 2010)

6.6.10

É raro gostar de domingos. Normalmente acho-os chatos, monótonos e mesmo um pouco deprimentes.
Hoje não! Ainda devo estar no high de ontém! Um high de alegria e boa-disposição, para ser clara! Um high natural de felicidade e tranquilidade!
Hoje é domingo, mas não me importo! Hoje é o dia que queria que fosse, o dia com o qual sonhei, o dia no qual pensei antes de fechar os olhos ontém à noite.
Hoje é hoje, é agora, é o que vier. E é demais!

3.6.10

Todos os caminhos trocados e perdidos que percorro é para chegar aos meus sonhos,
que são Eu,
e onde não há espaço para Ti...
Até porque sei que quando encontrar a saída, não vais estar à minha espera.
Nem espero isso de Ti, a única coisa pela qual espero é por mim mesma.
Prefiro o meu labirinto sem Ti a entrar no teu círculo contigo!
O que não gosto de sentir é esta certeza de que nem queres saír dele...
Não é do facto que não o queiras que eu não gosto, mas de que me queiras convencer que o queres.